terça-feira, 1 de setembro de 2009

Instrumentos de tortura medievais - PARTE I


















Cinto de castidade

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Os norte-coreanos contra o Tio Sam

Depois da intervenção de Bill Clinton no caso das duas jornalistas punidas pelo regime de Kim Jong-il, busquei algo de relevante sobre o assunto.

Entre umas tantas clicadas, me deparei com um arsenal de cartazes que mais lembram uma estranha versão da "arte realista" dos governos stalinista e maoísta.

O passado e suas troças... Vejam isso!






















"Morte aos imperialistas norte-americanos, nossos inimigos jurados!"






















"Vamos enxotar os imperialistas norte-americanos e reunificar nossa pátria!"






















"Não esqueçam os lobos imperialistas norte-americanos!"






















"Os Estados Unidos são o verdadeiro Eixo do Mal."






















"Quando falamos que iremos, nós iremos. Não falamos à toa!"






















"O Homem Mau."















"Enquanto o cão late, o processo se move!"


domingo, 12 de julho de 2009

O café-com-leite de sempre

Sempre tenho muito gosto de ensinar as questões políticas que demarcam a República Velha.

Os alunos se mostram bastante interessados nessa contradição de uma democracia que conseguia ser mais excludente que o próprio regime monárquico.

Além das estratégias, conluios e fraudes, sempre existe uma larga possibilidade para se comparar o período com os escândalos de corrupção da política contemporânea.

Bem... como encarei a missão de oferecer documentos para os outros professores e interessados em História, resolvi postar uma belíssima caricatura do período.

Ao lado, vocês ficam com a arte do desenhista Alfredo Storni que, em 29 de agosto de 1905, desenhou literalmente a política do café-com-leite na revista "Careta".



P.S.: Postei uma resolução bem legal para o trabalho com projetor! ;D

sábado, 11 de julho de 2009

O terrível G5



No meu tempo de escola, as tias que ensinavam Geografia Política pouco sofriam.

De um lado, haviam os famigerados países subdesenvolvidos que sofriam com miséria, analfabetismo e dívidas externas exorbitantes.

Do outro, as poderosas potências que poluíam o mundo, comiam fast-food e nos vendiam aqueles cobiçados modelos do tênis M2000.

Contudo, os conceitos se reorganizaram, o mundo se transformou e as dualidades que organizavam o mundo passar a perder seu completo sentido.

Agora temos os antigos poderosos (nem tão poderosos assim) e os emergentes (que não vivem a mesma penúria de sempre).

Hoje, uma outra coisa também mudou... os problemas ambientais se tornaram uma questão urgente, inadiável.

Essa seria a hora das nações abandonarem o velho fosso que as diferenciavam e promover as mudanças necessárias para que o mundo continue a ser um lugar possível.

Contudo, os emergentes, que hoje integram o G5, inventaram de adotar o arcaico argumento da minha velha professora de Geografia.

Alegam que precisam derrubar a última "parede podre" da casa para que não corram o risco de serem tão pobres.

Acreditam que isso envolve um critério de justiça, pois foram os poderosos responsáveis pela maioria dos carbonos que acinzentam e aquecem o mundo.

Pelo visto, a antiga lógica dos "humildes x ganansiosos", "ricos x pobres", "exploradores x explorados" acabou se invertendo.

Ou será que ninguém descobriu que a resolução do problema ambiental vai, mais uma vez, reinventar nossos padrões de desenvolvimento e consumo?

Enquanto isso, a ausência de uma resposta fica presa a uma vergonhosa disputa sobre quem vai comer o último salgadinho da bandeja, quem vai terminar de emporcalhar o mundo!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Bodes de Sião


Quando alguém paga pelo que não fez, dizemos que o coitado virou "bode expiatório".

Essa expressão nasceu em um antigo ritual judaico que pode ser visto no livro de Levítico.

De acordo com a tradição, o rabino pegava dois bodes. Um deles era utilizado como sacrifício a ser oferecido para o Deus Javé.

O outro era "amaldiçoado" por um rabino que confessava todos os pecados da população com a mão na cabeça do bode.

Depois disso era abandonado pelo deserto, carregando a impureza de cada judeu. Ironicamente, os judeus acabaram sendo os bodes de sua própria tradição.

Na Baixa Idade Média, eles foram um dos supostos culpados pela calamidade da Peste Negra.

Séculos mais tarde, eles seriam sistematicamente atacados pelo deturpado discurso nazista.

Terrível ironia...